Parâmetros ambientais e fisiológicos de vacas em lactação com e sem disponibilidade de sombra natural

<p><b>:</b> O objetivo foi estudar a associação de parâmetros ambientais com a temperatura superficial e escore de ofegação de vacas em lactação com e sem disponibilidade de sombra no período do verão. A temperatura superficial foi medida a uma distância de 1,5 metros do úbere por meio de termômetro de infravermelho, de manhã e à tarde. O escore de ofegação foi mensurado numa escala de zero a quatro, onde zero se refere à respiração normal e 4, ofegação severa de vacas Girolando e Gir. As condições ambientais (temperatura do ar, do globo e do bulbo úmido e umidade) foram registradas por meio de termômetro de globo negro. Foram avaliados os efeitos da sombra, do período do dia, do grupo genético e as interações. A temperatura superficial foi maior no pleno sol durante o período da tarde (35,36°C). O ITGU foi maior no pleno sol no mesmo período (88,69). As correlações significativas entre parâmetros fisiológicos e ambientais foram menores que 0,74. O modelo da regressão da temperatura superficial e ITGU foi TS = -120,25133 +3,36056 ITGU -0,01795 ITGU<sup>2</sup> R<sup>2</sup>= 0,48. Em geral, vacas Girolando apresentaram maior escore de ofegação do que Gir, mas esse comportamento foi dependente das condições ambientais. No período da tarde o escore de ofegação foi maior do que na manhã. Não houve efeito da sombra no escore de ofegação e na temperatura superficial. O período do dia e o grupo genético influenciam as respostas fisiológicas em vacas de leite a pasto em função da condição ambiental.</p>