Impactos à saúde ocasionados por ondas de calor nas cidades de Bagé, Iraí e Porto Alegre - RS

<p>O estudo da biometeorologia humana tornou-se fundamental para entender a relação entre<b> </b>variáveis meteorológicas, como temperatura do ar e umidade relativa, com a saúde da população. Neste estudo busca-se analisar como períodos de ondas de calor interferem no bem-estar humano, causando desde um simples desconforto, enfermidades (como doenças cardiovasculares e respiratórias) até mortes. A área de estudo abrange três regiões (sul, norte e leste) do Estado do Rio Grande do Sul, nas quais são analisados os fenômenos de ondas de calor e seu impacto à saúde humana. Para tal será utilizado o índice de conforto térmico "Heat Index", recomendado pela NOAA (National Oceanic Atmospheric Administration) para avaliar os efeitos do calor no ser humano. Utilizando a metodologia de Araújo (1930), Nascimento et al. (2016) utilizou dados diários de temperatura máxima e mínima obtidos nas estações meteorológicas convencionais do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) para o período compreendido entre 1961 a 2012 para identificar a incidência de ondas de calor. Os resultados mostraram que Porto Alegre registrou o maior número de eventos de ondas de calor ocorridas para o período estudado, porém Iraí obteve a maior duração do fenômeno. De acordo com o índice de conforto térmico utilizado, Porto Alegre é classificada como a cidade mais desconfortável entre três regiões estudadas, com 120 dias considerados perigosos de forma a afetar a saúde da população de diversas maneiras, podendo causar problemas leves até óbitos.</p>