Prevalência de injúrias no jarrete de vacas leiteiras em fazendas na Mesorregião do Agreste da Paraíba, Brasil: Um estudo de caso

O objetivo do presente estudo foi investigar a prevalência de injúrias cutâneas no jarrete de vacas leiteiras mantidas em oito fazendas no estado da Paraíba, Brasil. Duzentas e quatro vacas mestiças em lactação (Holandês x Zebu) foram observadas em 8 fazendas produtoras de leite na mesorregião do Agreste, no estado da Paraíba, Brasil, de janeiro a abril de 2017. A faixa de tamanho de rebanho (14 a 40 animais) e a gestão das fazendas eram, em nossa visão, típicas da região. Quantificou-se a presença de manchas sem pelos, lesões e inchaços no jarrete dos animais. Com base no tempo de permanência das vacas na pastagem as fazendas foram arranjadas em dois grupos: A) fazendas que as vacas tinham acesso à pastagem por até 12 horas (n = 4); B) fazendas que as vacas tinham acesso à pastagem por mais que 12 horas (n = 4). Foram feitas análises descritivas dos dados. Ademais, uma análise de correspondência foi realizada para testar a probabilidade na ocorrência de injúrias (manchas sem pelos, lesões e inchaços) no jarrete das vacas distribuídas nas oito fazendas. Das 204 vacas em lactação observadas, 111 (54,1%) tinham injúrias cutâneas no jarrete. Um percentual semelhante de vacas com injúrias no jarrete foi observado em ambos os grupos de fazendas (A = 54,7%; B = 53,5%). Pela análise de correspondência dos dados, a probabilidade de ocorrência de lesões foi baixa para todas as fazendas avaliadas. Por outro lado, houve separação de grupo com fazendas nas quais a probabilidade de ocorrência de manchas sem pelos no jarrete das vacas era maior; nessas propriedades, currais de espera possuíam aproximadamente 60% de piso concretado. A ocorrência de injúrias no jarrete de vacas leiteiras manejadas a pasto na mesorregião do Agreste paraibano é relativamente alta, podendo ser atribuída a fatores de manejo como estrutura física das instalações, especialmente curral de espera e áreas de pastagem.