Avaliação do desempenho de leitões na fase de creche em uma granja comercial no município de Paragominas, região sudeste do estado do Pará

<p>A pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de avaliar os efeitos da ordem de parto, classe de peso ao nascimento e sexo sobre o desempenho dos animais na fase de creche. O experimento foi conduzido na Granja Elizabeth, localizada na Rodovia PA-125 no município de Paragominas-PA. Foram selecionadas um total de nove matrizes suínas inseminadas, sendo três matrizes primíparas (1° Parto), três secundíparas (2º parto) e três multíparas (3º ordem de parto ou superior). Após o parto os leitões foram alojados em conjunto com sua respectiva matriz, sendo cada leitão considerado uma unidade experimental. As variáveis analisadas foram: ganho de peso diário, peso vivo, conversão alimentar por baia e mortalidade. Os leitões foram identificados, logo após o parto, através de brincos, sendo posteriormente pesados. A ração foi pesada e fornecida <i>ad libitum, </i>por baia, de acordo com o programa nutricional adotado pela granja. Também foram coletados dados relativos ao conforto térmico ambiental. O experimento seguiu-se por delineamento inteiramente casualizado, utilizando-se como tratamento o sexo e o peso dos leitões ao nascimento. Os dados foram analisados estatisticamente pelo software SAS, sendo realizada a ANOVA e em caso de diferença estatística as médias foram comparadas pelo teste de Tukey. A adequação de um bom desempenho no plantel depende de uma série de fatores, que se relacionam, sendo de fundamental importância para atingir um bom desenvolvimento. O estudo realizado na Granja Elizabeth demonstra a importância desses diferentes fatores sendo que o peso ao nascimento influencia o peso e o ganho de peso diário ao desmame, e que não é necessária a criação de machos e fêmeas em baias separadas uma vez que não foram encontradas diferenças entre as variáveis estudadas em relação ao sexo. Quanto ao ambiente térmico, foram registrados altos valores de temperatura e umidade relativa do ar, o que permite inferir que os animais tiveram prejudicados quanto às trocas de calor, já que os mesmos o fazem através trocas evaporativas, pela respiração. </p>