Avaliação das estruturas tegumentares de ovinos Somalis, Morada Nova e ½ Doper + ½ Somalis no semiárido brasileiro

Objetivou-se com esse trabalho avaliar as características tegumentares de ovinos das raças Somalis, Morada Nova e ½ Doper + ½ Somalis, através das medições das camadas superficiais da pele dos animais. Foram utilizados 30 ovinos, sendo 10 da raça Somalis, 10 da raça Morada Nova e 10 mestiços ½ Doper + ½ Somalis, todos machos não castrados, totalizando três tratamentos (raças) com dez repetições cada. Os animais tinham aproximadamente 150 dias de idade, peso vivo médio de 25 kg, distribuídos em baias individuais. Os dados ambientais foram registrados durante todo o período experimental, através de datalogger tipo HOBO® com dois canais externos e dois internos, sendo o canal externo utilizado para acoplar um cabo termopar com globo para efetuar as medições da temperatura de globo negro a sombra (Antes do estresse) e ao sol (Após o estresse). Foram mensurados os parâmetros fisiológicos: frequência respiratória (FR) e temperatura retal (TR) com auxilio de estetoscópio e termômetro digital durante o período experimental. Usando anestésico local, foram coletados fragmentos de pele nas regiões do pescoço, costado e coxa, sendo um fragmento por região. Posteriormente foram confeccionadas lâminas histológicas, e através do software (Image Pro Express 6.0), foi realizada contagem de glândulas (NGS), mensuração de profundidade (PGS) e tamanho de glândulas sudoríparas (TGS), e contagem de folículos pilosos (NFP). A temperatura retal (TR) não diferiu (P>0,05) entre os tratamentos. A análise de variância revelou diferença significativa (p>0,05) para frequência respiratória e temperatura retal entre as três condições ambientais, onde aa maiores médias da FR e TR foram observadas logo após o estresse calórico. Não houve diferença estatística (P>0,05) para o número de folículos pilosos e glândulas sudoríparas. Foi encontrada diferença significativa (P<0,05) Para o tamanho de glândulas sudoríparas, onde a raça Morada Nova, apresentou tamanho superior aos outros animais em estudo. As características de tegumento demonstraram-se favoráveis para adaptação ao clima semiárido, devido às modificações na estrutura tegumentar que todos os grupos genéticos possivelmente passaram em virtude da exposição solar contínua. Mesmo considerando a boa adaptação de todos os grupos genéticos, a raça Morada Nova aparenta possuir melhor eficiência adaptativa.