Análise Não-ETL de Estrelas do Disco Galáctico - Tese de Doutorado

2017-05-19T17:15:04Z (GMT) by Gustavo Bragança
<div>Neste trabalho, analisamos espectros de alta resolução de uma grande amostra de estrelas OB do disco galáctico a fim de estudar a distribuição de velocidade rotacional projetada (vseni) e a distribuição radial de abundâncias no disco externo Galáctico.</div><div><br></div><div>A distribuição de vseni de estrelas OB da Galáxia é bimodal.</div><div>Ao separaramos as estrelas em objetos de campo, associação ou de aglomerado, notamos que a distribuição da velocidade rotacional é diferente para cada conjunto, sendo a velocidade média das estrelas de campo menor que a das estrelas de aglomerado. As possíveis explicações seriam os diferentes estados evolucionários típicos de cada conjunto estelar ou a densidade da nuvem progenitora destas estrelas. Determinamos que nossas amostra de vseni pode ser descrita por duas distribuições maxwellianas e encontramos a tendência de vseni de estrelas de aglomerado terem, em média, vseni maior que as estrelas de campo.</div><div><br></div><div>Há falta de consenso no gradiente radial de abundâncias químicas do disco fino Galáctico, parâmetro essencial para vincular modelos de evolução química da Galáxia. Desenvolvemos uma metodologia baseada em síntese espectral não-ETL destinada a obter os parâmetros estelares a partir dos espectros, incluindo as abundâncias de silício e oxigênio. Assim, obtivemos os parâmetros estelares e encontramos gradientes radiais de -0.065 e -0.054 dex/kpc para silício e oxigênio, respectivamente.</div><div>O procedimento normal para definir um gradiente radial de abundância é através de uma única regressão linear, porém alguns autores apontam que um modelo com duas regressões lineares divididas em aproximadamente 10 kpc do centro Galáctico seria uma melhor descrição do gradiente. Não encontramos evidência que nossos dados seriam melhor descritos por um gradiente radial de duas zonas.</div>